O que o CBTD 2026 me ensinou sobre o futuro (e o presente) da Educação Corporativa
Passados alguns dias da correria do CBTD 2026 (este ano, o Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento juntou mais de 10 mil profissionais!), finalmente consegui sentar para organizar as ideias e digerir tudo o que vi e ouvi por lá. Muito além do networking e dos reencontros que aquecem o coração, o que ficou na minha cabeça foram as discussões sobre os novos rumos do setor de Treinamento e Desenvolvimento. Estas são as conclusões que eu gostaria de compartilhar com vocês:
A tecnologia avança, mas o foco está cada vez mais nas pessoas. Pode até parecer contraditório falar de avanço tecnológico e defender calor humano na mesma frase, mas essa foi a tônica do evento (inclusive, o tema da edição deste ano foi “Comunidades de Aprendizagem”, destacando a importância do desenvolvimento em rede nas organizações). Quanto mais automatizamos os processos de T & D, mais valiosas se tornam as conexões reais e as competências essencialmente humanas.
A palavra da vez é convergência. Estamos vivendo o momento exato em que a tecnologia de ponta e o foco absoluto no ser humano deixaram de ser caminhos opostos e precisam realmente andar juntos. Afinal, quando falamos de IA, de algoritmos, de BI, etc., estamos sempre falando de pessoas: IA de que jeito? Dados para quê? No fim, a resposta sempre envolverá um ser humano.
Inteligência artificial não é mais tendência, já virou pré-requisito. Ela é o motor da personalização que queremos entregar para os nossos colaboradores/clientes/parceiros, etc. e me chamou a atenção o ponto de vista positivo e prático com que o setor de RH já vem enxergando o uso dessa tecnologia em seu dia a dia. Além disso, como esperado, a IA era um tema presente nos estandes de praticamente todos os expositores.

O aprendizado corporativo tradicional (aquele do tipo “one size fits all”, que costuma vir de cima para baixo) perdeu eficiência. O verdadeiro desenvolvimento das pessoas acontece em redes colaborativas de conexão e em ambientes de confiança. O conhecimento que circula é o único que sobrevive a ponto de influenciar comportamentos e, a partir daí, promover transformações reais nas empresas.
Inteligência emocional (olha ela aí outra vez!) e a capacidade de se comunicar de forma clara e assertiva foram temas centrais ao se falar da liderança que funciona. Simples assim.
Como prender a atenção de pessoas obcecadas pela produtividade, sem tempo e que vivem num mundo saturado de estímulos? Este foi outro tema discutido, e as conclusões foram que, na sociedade do cansaço, ao se planejar um treinamento, conteúdo e forma precisam nascer juntos. Interatividade e histórias envolventes são essenciais, mas apenas se vierem em formatos que conversem diretamente com a rotina das pessoas.
A prática de mentorias vem sendo um formato de compartilhar conhecimento bastante adotado pelas empresas. Pessoalmente, acredito demais neste modelo de capacitação (inclusive, a nova plataforma Neo LXP – by Grupo Take 5 já vem com um módulo exclusivo de Mentoria), pois ele entrega tudo o que é necessário hoje, como personalização, pessoalidade/humanização e aplicabilidade prática, por exemplo. Eu já fui mentorada e recomendo muito que você pense no assunto também.
O que eu levo para casa
Saí do CBTD 2026 com a mente fervilhando. Além de todos esses insights, este ano, participamos com um estande próprio, e, além do conteúdo essencial das palestras e das trocas com gente querida que sempre encontramos por lá, pudemos receber em primeira mão feedbacks de clientes e prospects, dúvidas, sugestões de novos caminhos a percorrer como empresa… Enfim, informações valiosíssimas que só reforçaram a vontade de seguir firme em nosso propósito de entregar tudo o que empresas de qualquer porte e setor precisam quando o assunto é T & D.
E você, também esteve por lá ou acompanhou o evento à distância? Qual foi o seu maior insight deste ano? Vamos conversar nos comentários.

