A chegada da inteligência artificial ao ambiente corporativo criou uma sensação curiosa: ao mesmo tempo em que tudo parece mais rápido, muitas empresas ainda não sabem exatamente como preparar suas pessoas para essa nova realidade.
Ferramentas de IA já ajudam a escrever, pesquisar, analisar dados, resumir reuniões, criar imagens, automatizar tarefas e apoiar decisões. Mas uma pergunta continua aberta para RH, T&D e lideranças: as pessoas estão realmente aprendendo a usar essa tecnologia para trabalhar melhor?
"O ponto central é que IA não elimina a necessidade de aprendizagem corporativa. Pelo contrário: ela aumenta a responsabilidade de T&D."
Segundo o Fórum Econômico Mundial, mudanças tecnológicas, econômicas, demográficas e ambientais devem transformar o mercado de trabalho até 2030, exigindo novas estratégias de força de trabalho das empresas. Já a McKinsey reforça que o desenvolvimento de habilidades digitais deixou de ser uma pauta apenas das áreas de tecnologia: todos os colaboradores precisam ampliar sua fluência digital para que a empresa capture ganhos reais de produtividade.

Isso muda a lógica do treinamento!
Durante muito tempo, capacitar pessoas significava oferecer cursos sobre ferramentas, processos ou competências. Agora, o desafio é mais complexo: criar experiências que ajudem o colaborador a entender quando usar IA, como avaliar respostas, como proteger dados, como tomar decisões melhores e como aplicar a tecnologia no contexto real do trabalho.
A questão não é apenas ensinar prompts. É desenvolver critério.É aqui que T&D ganha um papel mais estratégico. A área precisa ajudar a empresa a construir jornadas de aprendizagem contínua, com conteúdos objetivos, prática aplicada, comunicação clara, apoio da liderança e dados para acompanhar evolução.
Na prática, isso significa segmentar públicos, adaptar formatos à rotina das equipes, criar trilhas por função, usar microlearning para reforço, vídeos para demonstração, conteúdos interativos para simulação e avaliações gamificadas para testar aplicação. Também significa medir mais do que conclusão: é preciso observar adesão, recorrência, comportamento, desempenho e impacto no negócio.
O LinkedIn Learning aponta que 71% dos profissionais de L&D estão explorando, experimentando ou integrando IA ao próprio trabalho, enquanto 84% dos colaboradores afirmam que a aprendizagem adiciona propósito ao trabalho. Ou seja: existe abertura, mas ela precisa ser transformada em estratégia.

A verdadeira vantagem
No fim, a vantagem competitiva não estará apenas em ter acesso à IA. Estará em preparar pessoas para usá-la com inteligência, responsabilidade e visão de negócio.
Na prática, empresas que querem avançar nesse caminho precisam combinar plataforma, conteúdo, engajamento e dados. É justamente nessa integração entre tecnologia educacional, comunicação, produção de experiências e inteligência analítica que o ecossistema do Grupo Take 5 atua.
A IA pode acelerar respostas. Mas ainda são as pessoas que precisam fazer as melhores perguntas.
GRUPO TAKE 5
