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O que o CONARH 2026 confirmou sobre IA na gestão de pessoas

  • Erico de Souza Gabriele
  • agosto 21, 2026

O que o CONARH 2026 confirmou sobre IA na gestão de pessoas

Passei os três dias do CONARH 2026 no São Paulo Expo, na 52ª edição do maior congresso de RH da América Latina, com o tema "Brasil Global: O Futuro da Gestão é Humano". Com mais de cento e vinte especialistas, mais de cem apresentações e palestras, um espaço inteiro dedicado só a tecnologia (o RH Tech) e uma constatação que dava para sentir em qualquer conversa de corredor: hoje, quase toda discussão sobre RH termina em inteligência artificial.

O RH Tech reuniu painéis sobre uso de IA na gestão de pessoas, automação de processos, análise de dados e, sobretudo, retorno sobre investimento. Isso não é força de expressão de quem organiza evento. É o assunto que mais voltava nas perguntas depois de cada conversa entre um painel e outro e no nosso estande.

O ponto que me chamou atenção

A maior parte da conversa sobre IA no RH ainda gira em torno da ferramenta: qual modelo usar, quanto custa, o que ela promete automatizar. Pouca gente perguntava o que muda de fato no dia a dia de quem aprende, ou de quem gerencia uma equipe.

Essa lacuna não é surpresa para nós. Quando fizemos, há algumas semanas, um levantamento das principais plataformas brasileiras de LMS e LXP para entender onde o mercado está, a conclusão foi direta: praticamente nenhuma delas comunica capacidade real de produção de conteúdo.

A IA vira slide narrado. Produção de conteúdo aparece como anexo, nunca como competência central. O CONARH confirmou essa mesma lacuna, só que em escala de congresso: muita conversa sobre a ferramenta, pouca sobre o que efetivamente entra dentro dela.

É por isso que lançamos o NeoLXP num caminho um pouco diferente do padrão do mercado: o foco é a utilização da IA para melhorar e impulsionar as decisões humanas, não para substitui-las.

A cultura brasileira como diferencial, não como detalhe

O encerramento do congresso, no dia 20, ficou com Richard Barrett, referência internacional em cultura organizacional, falando sobre a cultura brasileira como diferencial estratégico num cenário de negócios cada vez mais global.

Faz sentido com o tema do ano ("Brasil Global"), e conecta direto com algo que a gente já defende há tempo: tecnologia de aprendizagem não é commodity importada. Faz diferença ter banco de dados no Brasil, suporte em português e uma plataforma pensada para a realidade de quem gerencia gente aqui, não adaptada de um mercado diferente.

As dores que todo gestor de plataforma de treinamento conhece

Quem administra uma plataforma de aprendizagem no dia a dia não vive de escolher fornecedor. Vive de resolver três dores que se repetem, ano após ano, independente do tamanho da empresa, e que nenhuma das conversas sobre IA que acompanhei no CONARH respondia de verdade.

A primeira é a curva de adoção que cai depois do primeiro momento. A plataforma entra com força, todo mundo é treinado no lançamento, os números de acesso são bons nos primeiros meses e depois despencam, sem que o gestor consiga explicar para ninguém o motivo. A maioria dos fornecedores fala bastante de implantação e quase nada de sustentar o uso, que é exatamente onde o projeto costuma perder força.

A segunda é a dependência de conteúdo pronto. Comprar plataforma e receber um espaço vazio para preencher transforma o time de T&D em produtor de conteúdo, sem tempo, sem verba e sem equipe dedicada para isso. IA generativa ajuda a produzir mais rápido, mas sem cuidado o resultado sai muito fraco, sem qualidade de produção nem DI por trás, o que o colaborador percebe na primeira semana e perde o interesse.

A terceira é justificar o investimento para quem assina o orçamento. Número de acesso e taxa de conclusão de curso não convencem diretoria. O que convence é ligar o uso da plataforma a um resultado de negócio (produtividade, retenção, tempo de rampa de quem acaba de entrar), e a maioria dos relatórios nativos dos LMS/LXPs não entrega esse dado pronto, exige planilhas paralelas e trabalho manual de quem já está sobrecarregado!

É por isso que estruturamos o NeoLXP para responder às três ao mesmo tempo: gamificação e trilhas pensadas para manter engajamento, produção de conteúdo com equipe própria por trás da plataforma (não só o espaço para você preencher) e dashboards de BI que conectam o uso da plataforma a indicadores de negócio, não só a relatório de acesso e conclusão de cursos.

Não é o que resolve tudo de uma vez, mas é o que faz a diferença entre uma plataforma que engorda estatística de implantação e uma que segue relevante no segundo, terceiro ano de uso. Se quiser trocar uma ideia sobre como isso se aplica ao momento da sua empresa, é só chamar o nosso time.

Retrato corporativo de homem sorrindo, usando camisa xadrez, em ambiente interno profissional. Ao lado, texto institucional apresenta Fernando Zen como sócio-diretor Comercial e de Desenvolvimento do Grupo Take
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